Art Nouveau – introdução

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Por Marcelo Albuquerque

Conforme nos ensina Pevsner, em Origens da Arquitetura Moderna e do Design[1], o século XX é o século das massas: educação, lazer e transporte de massa, universidades com milhares de estudantes, estádios para milhares de espectadores e hospitais com centenas de leitos. Outro aspecto é a velocidade de locomoção e energias de alta eficiência, expressões do fanatismo tecnológico de nossa época, aplicações da ciência, expressas claramente no Futurismo das primeiras décadas do século XX. Sendo assim, o tradicional campo das belas-artes recebe uma predominância da arquitetura e do design no ambiente urbano, através de novas técnicas e novos materiais que atendam a essas massas.

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Edifício Lavirotte, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

Como vimos na questão da aplicação das estruturas metálicas na engenharia, a arquitetura no inicio do século XIX recorria ao ferro de forma secundaria, cabendo aos engenheiros a concepção das grandes maravilhas estruturais, como as pontes e ao próprio Palácio de Cristal de Paxton de 1851. O Palácio de Cristal será criticado por Auguste Pugin e por John Ruskin devido à sua fraca ou inadequada estética, se levarmos em consideração a atuação desses dois no contexto do romantismo tardio neogoticista do século XIX.  Agregando as concepções de William Morris e do Arts and Crafts (Artes e Ofícios), o papel do arquiteto começa a ser refundado de acordo com as novas perspectivas postas pela realidade e pelos avanços técnicos e científicos. Como foi dito anteriormente, o Arts and Crafts estimava o artesanato frente às padronizações de gosto duvidoso da indústria de massa, formando o conceito de design, ou seja, uma fusão ideal entre o artista, artesão e arquiteto, se estendendo para a produção industrial. Veremos que a Bauhaus e os movimentos construtivistas terão essas mesmas características, porém apontando para o racionalismo ou funcionalismo das primeiras décadas do século XX.

O Art Nouveau possui como antecedentes, principalmente, o Romantismo, os Pré-rafaelitas e o Arts and Crafts, além das influências diretas do japonismo. Herda a glorificação da beleza artesanal e sua proposta de um retorno ao trabalho manual, opondo qualquer contaminação entre industrialização e natureza. Ruskin reagiu contra a impoeticidade do mundo industrial e reivindicou um retorno ao artesanato amoroso e paciente dos séculos medievais e da sociedade quatrocentista, enfatizando o misticismo e a profunda religiosidade. Suas ideias podem ser bem esclarecidas em dois importantes livros, As Sete Lâmpadas da Arquitetura (1849), e As pedras de Veneza e Natureza do Gótico (1851-53), onde disserta a respeito das impossibilidades de reconstrução e restauração dos edifícios antigos, privilegiando o aspecto de ruínas, contrastando com Viollet le-Duc, além de serem tratados sobre a arquitetura medieval e clássica. Ruskin defende o gótico e critica o classicismo, percebendo no gótico um ideal de construção comunitária.

Tanto o Arts and Crafts quanto o Art Nouveau relacionam-se com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa e com a exploração de novos materiais, como o ferro e o vidro. Os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida, tiveram grande influência nos cartazes, tipografia e artes gráficas. O termo Art Nouveau, na França, nasce da loja de Siegfried Bing, aberta em Paris em 1895, com itens do Japão, Índia e China, como cerâmicas, estampas e telas. Seu precursor foi Arthur Heygate Mackmurdo, como vimos no Arts and Crafts, através de uma ilustração para o seu livro sobre as igrejas urbanas de Wren publicado em 1883. Nessa ilustração já podemos ver as formas orgânicas e ondulantes das tulipas sem nenhuma influência aparente dos historicismos vigentes até então. Outra ilustração de Mackmurdo, para a revista Hobby Horse, chama a atenção por alinhar o desejo de renascimento ideal das guildas medievais com o modernismo orgânico que viria a caracterizar o Art Nouveau.

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Cadeira projetada por Mackmurdo. Fonte: Wikimedia Commons.

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Mackmurdo: Frontispício do Livro, 1883. Periódico Century Guild of Artists. Fonte: Wikimedia Commons.

O movimento Art Nouveau se instaura nas décadas finais do século XIX até o início do século XX, abrangendo as artes plásticas, artes gráficas, arquitetura e artes aplicadas e decorativas (móveis, têxteis, joias, etc.). O movimento também era conhecido como Flower Art na Inglaterra, Jugendstil na Alemanha, Secessão na Áustria e Arte Nova em Portugal. O Art Nouveau também se alinha ao grande movimento Simbolista do fim do século XIX e início do XX. De forma geral, as características mais importantes do Art Nouveau baseiam-se na inspiração nas formas orgânicas vegetais e animais, principalmente os insetos, como libélulas e besouros.  As linhas são dinâmicas e anticlássicas, ondulantes, semelhantes a plantas, flores, asas e membros de insetos. Pevsner salienta que o Art Nouveau, especialmente os designers, voltam-se para a natureza porque necessitavam de formas que expressassem o crescimento natural não produzido pelo homem, formas sensuais e não intelectuais[2]. O Art Nouveau busca uma integração das artes no sentido de arte total, assim como foi no barroco, guardada as devidas proporções, já que o barroco se constitui propriamente uma cultura, e não um estilo. Porém, será um estilo caro, para as classes altas e médias altas, devido ao requinte artesanal de suas formas e ornamentos. Futuramente, em oposição a isso, a ascensão da arquitetura funcionalista do século XX reivindicará uma limpeza dos excessos de ornamentos, linhas retas e claras e produção acessível para as massas.

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Retrato de A. Mucha para a impressão sobre papel fotográfico a base de sal de cozinha. Fonte: Wikimedia Commons.

Arquitetura

Cinco grandes nomes se destacam na arquitetura do estilo Art Nouveau: Henry van de Velde, Victor Horta, Hector Guimard, Jules Lavirotte e Antoni Gaudí. Credita-se à casa de Victor Horta, segundo Pevsner, o surgimento do estilo maduro na arquitetura[3]. O estilo parece superar o historicismo eclético vigente e as tradicionais ordens clássicas, porém o ecletismo irá aceitar elementos do Art Nouveau e incorporá-los às linguagens clássicas, a exemplo dos belos edifícios da cidade de Riga, na Letônia. Elementos do rococó francês são modernizados e adotados, como as chamas ou rocalhas ornamentais.

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Porte Dauphine, Paris Métro, desenhada por Hector Guimard. Edículas do metrô. 1900. Fotos: Marcelo Albuquerque, 2019.

Em Paris, Hector Guimard projetou casas e edifícios em estilo Art Nouveau com fachadas sinuosas e elegantes, como as que se encontram na rua Agar, ou o Castel Beranger, na mesma região (16º. Arrondissement), respeitando o planejamento urbano de Haussmann na escala e volume dos edifícios, porém rompendo com o padrão eclético por vezes considerado monótono pelos seus contemporâneos. Em um primeiro momento, suas curvas nos remetem à Gaudi em Barcelona, cujas sinuosidades se tornam uma marca característica, porém o arquiteto catalão vai além na excentricidade das formas, curvas e materiais empregados. Gaudí, por sua vez, apresenta uma obra tão original e fantástica, especialmente em Barcelona, que atrai milhares de turistas anualmente para contemplar a sua obra espalhada em diversos pontos da cidade. Sua formação remete às influências dos trabalhos em cobre de seu pai e ao modernismo catalão, recorrendo ao ferro como elemento ornamental para sua arquitetura, se assemelhando com as produções de Viollet le-Duc. Suas primeiras casas, como a Casa Vicens em Barcelona, e El Capricho, em Comillas, na Cantabria, possuem elementos medievalistas e mouriscos, além de comportar fundamentos decorativos e artesanais próximos aos princípios Arts and Crafts.

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Hector Guimard: 8 e 10, Rue Agar, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Hector Guimard: Castel Beranger, Paris. 1897-98. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Hector Guimard: Castel Beranger, Paris. 1897-98. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Hector Guimard: Castel Beranger, Paris. 1897-98. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Hector Guimard: Castel Beranger, Paris. 1897-98. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

O edifício Lavirotte, localizado na 29 Avenue Rapp, ​​7º arrondissement de Paris, foi projetado pelo arquiteto Jules Lavirotte e construído entre 1899 e 1901. O edifício se destaca pela sua rica fachada decorada com azulejos, cerâmicas, esculturas e ferragens Art Nouveau. Na época, Lavirotte foi premiado com a fachada mais original em 1901. O edifício apresenta elementos de fantasia excêntricos do Art Nouveau concedendo ao edifício um status de obra de arte. A equipe de artesãos responsáveis contou com os trabalhos em ferro de Dondelinger; decoração escultórica desenhada por Lavirotte e executada por Théobald-Joseph Sporrer, Firmin Michelet e Alfred-Jean Halou, e a famosa escultura da portada frontal de Jean-Baptiste Larrivé. Além das ornamentações, o edifício conta com estruturas em concreto armado e alvenaria de tijolos.

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Edifício Lavirotte, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Edifício Lavirotte, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Edifício Lavirotte, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Edifício Lavirotte, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

Pintura

Nas artes plásticas e gráficas, destacam-se Aubrey Beardsley, Alphons Mucha e Gustav Klimt. Assim como na arquitetura, uma das características mais importantes do estilo é a inspiração nas formas naturais e nos elementos do desenho e da pintura com linhas dinâmicas e sinuosas, remetendo aos temas florais e animais, bem como a valorização das chamadas artes menores, como os mosaicos bizantinos e os vitrais. A pintura Art Nouveau se insere dentro do grande grupo dos Simbolistas, como alguns pós-impressionistas, os pintores pré-rafaelitas e decadentistas, onde é comum a presença de temáticas melancólicas com a presença de figuras como a femme fatale, comuns na obra de Klimt.  A representação da femme fatale é melhor percebida nas mulheres ruivas, principalmente, incorporando a sedução, o caráter enigmático e as vezes enganador, levando à destruição do homem seduzido. Encarnam, propriamente, uma concepção de vício que atormenta a existência humana, recorrente nos temas decadentistas do final do século XIX. Elas remontam à tradição literária clássica e bíblica, como Dalila, Salomé, Judith, Helena de Tróia, as sereias, Cleópatra, Messalina, entre tantas outras. Caravaggio nos ilustra o tema com sua célebre pintura de Judith e Holofernes, por exemplo. No período romântico e simbolista é representada como uma vampira, como vemos na pintura simbolista de Edward Munch, e feiticeira sedutora com poderes mortais sobre os homens. Klimt apresenta uma versão mais elegante e imponente, como vemos em Salomé ou Judith.

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Gustav Klimt: Judith, 1900. Fonte: Wikimedia Commons.

Georges de Feure (1868-1943) foi um pintor francês e designer destacado do período simbolista e Art Nouveau, nos fornecendo um bom exemplo da integração entre a pintura e as artes decorativas e gráficas do momento. Era filho de um arquiteto holandês e estudou na Rijkscademie voor Beeldende Kunsten, em Amsterdã, mudando-se posteriormente para Paris. Foi influenciado pelas artes gráficas do período, como os cartazes Art Nouveau. Apresentou trabalhos na Exposição Universal de Paris em 1900, tendo o Museu de Orsay de Paris algumas de suas pinturas expostas. Projetou móveis como designer industrial, ilustrou cartazes e jornais e criou projetos teatrais. No mesmo caminho destaca-se Vittorio Zecchin, com sua elegante e refinada pintura As Mil e Uma Noites, um óleo e ouro sobre tela de 1914, que apresenta uma representação chapada bidimensional e decorativa, que nos remete tanto ao japonismo quanto às artes decorativas históricas, como a bizantina e seus mosaicos ricos e detalhados. Natural de Veneza, Itália, teve parte de sua formação vinculada ao trabalho tradicional em vidro de Murano, porém foi influenciado pelo Art Nouveau e pela Secessão Vienense, introduzindo nos vidros de Murano a modernidade de sua época.

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Georges de Feure: Alegoria de arte aplicada. Exposição Universal de 1900. Óleo sobre tela. 1900. Tamanho original e detalhes. Museu de Orsay, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Georges de Feure: Painel Elegante. Óleo sobre tela. 1901-03. Museu de Orsay, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Vittorio Zecchin: As Mil e Uma Noites. Óleo e ouro sobre tela. 1914. Museu de Orsay, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

Artes decorativas

A Escola de Nancy se insere no contexto da fusão ideal entre o artista, arquiteto e artesão provincial e indústrias de arte, abrigando toda a espécie de artes decorativas, assim como a criação de ambientes de ensino e cultura nacional. Émille Gallé era da mesma geração de Mackmurdo, e seus vasos de vidro e mobílias se tornaram ícones do movimento. Gallé trabalhou com seu pai em uma fábrica de móveis e estudou filosofia, botânica e desenho em sua juventude. Aprendeu as artes do vidro e esmalte, desenvolvendo um estilo original com motivos de insetos e vegetais. Dentre os membros de Nancy, destacam-se Eugène Rosseau, Antonin Daum, Eugène Vallin, Louis Majorelle e Victor Prouvé.

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Sala de jantar – Hector Guimard, 1909. Mobiliário de Henri Husson e Pierre-Adrien Dalpayrat. Vaso projetado por Hector Guimard e feito por Edmond Lachenal, em 1899. Petit Palais, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Tony Selmersheim. Cama. 1898-99. Victor Horta. Cadeiras de sala (modelo criado em 1894 para o Hotel Solvay, em Bruxelas). Museu de Orsay, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Alexandre Charpentier. Madeiramento de sala. 1901. Museu de Orsay, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Eugène Vallin (arquiteto), Victor Prouvé (conceito do mobiliário, escultura e pintura. Musée de l’Ecole de Nancy. Fonte: Wikimedia Commons.

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Hector Guimard: Vase de Chalmond au palais des beaux-arts de Lille. Fonte: Wikimedia Commons.

O pintor Paul Gauguin conduziu no artesanato e no mobiliário as experiências de seus contemporâneos no campo das artes aplicadas, levando seu primitivismo selvagem simbolista para talhas e relevos esculpidos e cerâmicas. Dentre os grandes pintores do chamado pós-impressionismo, Gauguin parece ser o único que experimentou com seriedade esse caminho, além do pintor Emile Bernard, que produziu peças de madeira e tapeçaria. Suas peças possuem um aspecto rústico, ou rude, mas que mantêm sintonia com suas pinturas vigorosas.

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Paul Gauguin e Emile Bernard: Paraíso Terrestre,1888. Gabinete de madeira esculpida e pintada. Fonte: Wikimedia Commons.

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Paul Gauguin: Objeto decorativo com deus taitiano,1893. Terracota pintada. Museu de Orsay, Paris. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

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Paul Gauguin: Embarcação. Cerâmica. Esteja apaixonado e serás feliz, 1888. Fonte: Wikimedia Commons.

Tipografia

A tipografia Art Nouveau também deve a Mackmurdo e Morris, e posteriormente a Van de Velde, que desenvolve letras sinuosas e ornamentais para a sua revista Van Nu en Straks, de 1896. A contribuição alemã vem com Otto Eckmann para a capa de As Sete Lãmpadas da Arquitetura, de Ruskin, por volta de 1900, René Wiener e Peter Behrens. Posteriormente, na Bélgica, a contribuição vem do grupo Les Vingt, responsável por difundir a arte moderna no país.

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Hector Guimard. Tipografia Art Nouveau da Estação Museu do Louvre, rue Rivoli. Foto: Marcelo Albuquerque, 2019.

Joalheria

Na joalheria Art Nouveau se destacam René Lalique e Wilhelm Lucas von Cranach. De Cranach, destaco a Borboleta estrangulada por um polvo, de 1900, e Gorgoneion, de 1902. Na primeira, suas formas remetem há um clima de ameaça e sedução fatal, enquanto a joia da górgona ruiva remete à femme fatale representada pelo mito grego. Da mesma forma, Lalique representa a ruiva, como uma libélula, em seu célebre broche de 1898.

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Wilhelm Lucas von Cranach: Borboleta estrangulada por um polvo, 1900. Fonte: Wikimedia Commons.

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Wilhelm Lucas von Cranach: Gorgoneion. 1902. Fonte: Wikimedia Commons.

[1] PEVSNER, 2001, p.7.

[2] PEVSNER, 2001, p. 73.

[3] PEVSNER, 2001, p. 43.

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