Por Marcelo Albuquerque

 

opus tessellatum é uma forma de mosaico para ornamentação dos pisos, baseado na montagem de pequenas peças coloridas denominadas tesserae. São feitas de diversos materiais, como mármores, pedras rústicas e nobres, pedras semipreciosas, vidros, esmaltes, metais e cerâmicas. Os mosaicos eram agregados com argamassa e colocados sobre um suporte que poderia conter mais camadas de pedras e camadas de argamassas. Poderiam agregar outra técnica chamada opus sectile, composta por refinados desenhos de lajes de mármores finos e polimento delicado.

 

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Casa do Fauno em Pompeia: mosaico do piso vestíbulo. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Casa do Fauno em Pompeia: famoso mosaico da Batalha de Issus entre de Alexandre e Dario III. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Casa do Poeta Trágico: mosaico do vestíbulo com a figura de um cachorro escrito CAVE CANEM, porém pouco visível devido ao acúmulo de poeira. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Casa do Poeta Trágico: mosaico do vestíbulo com a figura de um cachorro escrito CAVE CANEM. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Dom_dramaturga.jpg#/media/File:Cave_canem2.jpg. Acesso em: 17 set. 2016.

 

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Vila dos Mistérios, Pompeia: mosaicos do piso. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Fragmento de mosaico da era imperial com personificação marinha. Galeria Borghese, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Fragmento de mosaico da era imperial com máscara de Oceano. Galeria Borghese, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Fragmento de mosaico da era imperial com personificação marinha. Galeria Borghese, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Fragmento de mosaico romano em exposição nas Termas de Diocleciano, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Piso de mosaico das Termas de Diocleciano, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Mosaico romano recuperado em 1878 e recolocado na Sala da Loba Capitolina. Museus Capitolinos, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Mosaico romano. Museus Capitolinos, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Mosaico romano (detalhe). Museus Capitolinos, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Mosaico romano (detalhe). Museus Capitolinos, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

A tradição do mosaico continua no Império Romano do Oriente, no período bizantino, destacando-se as igrejas de Ravena, como a Basílica de San Vitale, Hagia Sofia em Constantinopla (atual Istambul), Santa Maria em Trastevere, em Roma, e a Basílica de São Marcos, em Veneza. Com o avançar da Baixa Idade Média, a partir do período Românico, os afrescos começam gradualmente a ocupar as posições de destaque antes ocupadas pelos mosaicos, especialmente na Itália do duecento e trecento, antecedendo as grandes transformações artísticas que virão no Renascimento do século XV.

 

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Basílica de Santa Maria del Fiore: mosaicos paleocristãos do subsolo, local da antiga catedral de Santa Reparata. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

Opus sectile, como vimos, é uma técnica de ornamentação refinada em mármores nobres, cortando-os em pequenas partes, formando mosaicos, podendo chegar a dissecar a pedra em folhas muito finas, com grande precisão. Esta técnica chega a Roma por influencias helenísticas, especialmente as orientais. Com o tempo, os romanos desenvolveram sofisticadas formas baseadas na natureza, iconografias religiosas e cenas cotidianas, revestindo ambientes inteiros.

 

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Opus sectile, da época de Nero, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Opus sectile, da época de Nero, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Amostras de mármores utilizados como revestimentos de Roma, de diversas partes do território romano, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Amostras de mármores utilizados como revestimentos de Roma, de diversas partes do território romano, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Rústico revestimento de pedras em um thermopolium de Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

A técnica será utilizada no Oriente e se estenderá nas basílicas bizantinas, tanto ocidentais como orientais. A família de arquitetos e artesãos italianos Cosmati, entre os séculos XII e XIII, distribuídas em quatro gerações, construíram preciosos mosaicos, herdeiros das técnicas bizantinas, especialmente na Itália central e na Sicília, sendo conhecidos como “estilo Cosmatesco”.

Mosaico Cosmatesco, da basílica de Santa Maria in Trastevere, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

Mosaico Cosmatesco, da basílica de Santa Maria Maggiore, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

A técnica do opus sectile, assim como os mosaicos bizantinos, possui parentesco com o ofício da pedra dura, que consiste em um refinado mosaico renascentista de pedras semi-preciosas, A Itália possui um instituto do Patrimônio Cultural, com sede em Florença, conhecido como Opificio delle pietre dure, criado em 1588, responsável pela conservação e restauração dessas obras. As peças produzidas em Florença são conhecidas como opera di commessi medicei, ou mosaicos de pedras semi-preciosas. Um dos mais espetaculares exemplos encontra-se na Capela Medici, e  entre os temas encontram-se brasões, flores, guirlandas e paisagens.

 

Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

Detalhes de opera di commessi medicei, da Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

Detalhes de opera di commessi medicei, da Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Detalhes de opera di commessi medicei, da Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

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Detalhes de opera di commessi medicei, da Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.