Por Marcelo Albuquerque

Em 1917, quando a revista De Stijl começou a ser publicada, Mondrian havia alcançado grande versatilidade como pintor, desde a Hague School, uma escola realista influenciada pela Escola de Barbizon, através do Impressionismo, Fauvismo e uma versão tardia do Pontilhismo até o Cubismo, sempre mostrando um sentimento pela grande simplicidade de cores e composição e preferência pelas formas geométricas. Ao longo do caminho ele encontrou uma série de teorias da cor. Sua versão de pontilhismo tinha pouco de Seurat, como nas paisagens de dunas e flores de 1909, onde largas e simplificadas pinceladas produzem a percepção da luz através contraste entre cores complementares. Essas pinturas remetem a detalhes ampliados de Jan Toorop, pintor simbolista de quem Mondrian esteve próximo nesse período.

 

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Mondrian: Copo de leite; Flor Azul, 1908-09. Óleo sobre tela. Coleção Gemeentemuseum Den Haag, Holanda. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

Segundo Gage, em um discurso de abertura da primeira exposição do Moderne Kunstkring em Amsterdã (uma sociedade de arte modernista da qual Mondrian foi diretor), em 1911, Toorop apontou para um estilo espiritualmente puro usando retas ou o “silêncio ondulante” de linhas verticais e horizontais, juntamente com “contraste de cores complementares”. Mondrian, em um caderno de cerca de 1914, mencionou os opostos vermelho (externo) e verde (interno) no contexto dos pensamentos do antagonismo entre o material feminino e o macho espiritual, mas depois ele viu amarelo e azul igualmente em oposição com o vermelho, uma oposição já se sentia em Nuvem Vermelha, Árvore Vermelha e Moinho Vermelho (1907-1911)[1]. Mais importante foi o interesse de Toorop pela Teosofia e a adesão de Mondrian à Sociedade Holandesa de Teosofia em 1909. A ideia moderna de um conteúdo espiritual nas cores tem sua origem na Teosofia, como a cartela de cores de Annie Besant e Charles Webster Leadbeater em Pensamento das Formas (1901) e Homem Visível e Invisível (1902), ambos traduzidos por Mondrian. Aqui o vermelho aparece como orgulho, avareza, raiva ou sensualidade, de acordo com os estágios de pureza; azul como a cor mais elevada espiritualmente, devoção a um nobre ideal, ou sentimento religioso puro; amarelo como a cor mais intelectualizada e verde a mais simpática e adaptável. Essa imagem assemelha-se à aquarela O Despertar de Albion, de Willian Blake, em 1796 (Albion, na pose do Homem Vitruviano, se assemelha às cores do espectro de Newton em referência ao mundo material e decaído da poesia de Blake). Outra imagem de Leabeater é a Abertura de Meistersingers, de Richard Wagner, de 1905. A grande montanha de luzes e cores é uma associação entre som e cor, onde o som de um órgão de igreja se torna visível em cores e formas, sintonizadas com o projeto teosófico.

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C. W. Leadbeater: O homem visível e invisível, 1902. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:LeadbeaterMentalDurchschnitt.jpg. Acesso em 12 fev. 2017.

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Willian Blake: O Despertar de Albion, 1796. Fonte: Wikipédia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Albion_(Blake). Acesso em 12 fev. 2017.

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W. Leadbeater: Abertura de Meistersinger, de Richard Wagner, 1905. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Thought_Forms,_1901. Acesso em 12 fev. 2017.

Esses valores são representados mais diretamente por Mondrian em Evolução (1910-11), um tríptico mostrando uma mulher em ascensão espiritual em três estágios, sua obra mais explicitamente teosófica. Segundo Gage, à esquerda da mulher, cujo abundante cabelo sugere que ela ainda está perto da natureza, é pintada em um verde azulado que, de acordo com a cartilha de cores teosófica, significa “tingida de sentimento religioso com medo”. As flores que ladeiam sua cabeça são o vermelho turvo de raiva ou sensualidade e seus centros com o negro da maldade. Na segunda etapa, na extrema direita, seu corpo tornou-se um violeta azulado, talvez o roxo de “devoção misturada com afeto”, seu cabelo é mais contido e as flores tornaram-se estrelas de seis pontas, branco em seus centros triangulares, do amarelo-pálido, amarelo, em seguida, mais escuro (“intelecto forte”), então um pálido de azul-verde. As estrelas amarelas são a prova da “tentativa para atingir uma concepção intelectual da ordem cósmica”. Na etapa final, a peça central do tríptico elevado, o iniciado abriu seus olhos que, como seu corpo, são de um azul brilhante, o cabelo dela é um conjunto de triângulos luminosos e as flores são agora triângulos brancos em círculos brancos contra um brilhante fundo amarelo: ela é como Theoclea, sacerdotisa de Delfos em um dos textos favoritos de Mondrian, de Edouard Schuré, Les Grands Initiés (Os Grandes Iniciados, 1889)[2]. Kandinsky também será influenciado pelo estudo das cores da teosofia.

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Mondrian: Evolução, 1910-11. Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Paintings_by_Piet_Mondrian. Acesso em 12 fev. 2017.

 

Durante a Primeira Guerra Mundial, Mondrian pretendeu reconciliar positivismo e misticismo gnóstico, argumentando que as únicas cores eram vermelho, azul e amarelo, e que todas as cores derivam delas. Segundo ele, o amarelo era o movimento vertical dos raios de luz por si só: era expansivo e movia-se para o expectador, aspirando ser o ponto central do movimento espacial. Azul é a cor oposta ao amarelo, suave, flexível e calma, horizontal como o firmamento. Em Goethe encontramos a seguinte passagem, antecedendo a visão de Mondrian:

De tudo isso parece resultar que existe na natureza um abismo entre o azul e amarelo, que pode ser atomisticamente suprimido e vinculado ao verde por entrecruzamento e mistura, embora a verdadeira mediação de amarelo e azul só ocorra através do vermelho (GOETHE, 1993, p. 105).

Vermelho é a união de amarelo com azul em um “caminho interior”, diferente de sua mistura como pigmento, que produz verde. Vermelho puro possui o movimento radial da vida, não avança, mas paira sobre.

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Esquema visual do simbolismo da cor em Mondrian, por volta de 1915. Por Marcelo Albuquerque.

No caminho dos movimentos abstracionistas geométricos, o De Stijl buscou uma forma de vocabulário visual abstrato para uma arte nova e internacional. O grupo se destaca por proporcionar uma percepção bem estruturada do papel da cor na arte moderna, vindo a ser umas das principais referências no assunto para as artes plásticas, design e arquitetura. A paleta de cores foi reduzida pelo De Stijl às cores primárias de então e às cores neutras: azul, vermelho, amarelo, preto, cinza e branco. Atualmente as cores primárias são definidas como ciano, magenta e amarelo limão, sendo que é possível encontrarmos referências a respeito das cores vermelho, azul e amarelo como sendo sinônimo de cores básicas ou cores originais. O vermelho, o amarelo e o azul são utilizados comumente na prática publicitária e na comunicação como cores primárias, pelas qualidades psicológicas. Porém, essa definição não substitui nem põe em dúvida a posição do ciano, magenta e amarelo limão como primárias verdadeiras.

Esse elemento redutor e purificador foi denominado Neoplasticismo, uma plástica de puro relacionamento, de redução aos elementos primários e essenciais. Piet Mondrian e Theo van Doesburg acreditaram ter chegado à formula definitiva para a nova arte, por isso a chamaram de “O Estilo”. Apesar de se oporem à subjetividade expressionista, compartilhavam a espiritualidade apresentada pelos escritos dos membros do O Cavaleiro Azul, e viam nas cores primárias sentidos metafísicos que compunham sua própria teoria da cor. A tríade amarelo, azul e vermelho foi usada desde a Idade Média, estando em três dos mais preciosos pigmentos: vermellion, ouro e lápis-lazúli. O branco e o preto também foram considerados cores primárias durante boa parte da história. A Madona de Bernardo Strozzi, na Adoração dos pastores, traz essa trindade das cores nas vestimentas como uma insígnia, como observa Gage.

SAM_5844.JPGCimabue: Cristo crucificado, 1288. Têmpera sobre madeira. Santa Croce, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Lorenzo di Niccolò: Coroação da Virgem entre anjos e Santa Maria Madalena, São João Evangelista, São Pedro e Santo Estevão. Início do século XV. Têmpera sobre madeira. Santa Croce, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Bonaventura Berlinghieri: Madona com menino e santos: Crucificação, caminho do Calvário e Deposição. C. 1255.  Díptico. Têmpera sobre madeira. Galeria Uffizzi, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Mestre da Cruz: Crucificação e oito estórias da Paixão. C. 1240.  Têmpera sobre madeira. Galeria Uffizzi, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Simoni Martini e Lippo Memmi: Anunciação com santo Ansano e santa Massima; os profetas Jeremias, Ezequiel, Isaias e Daniel. C. 1333.  Têmpera sobre madeira. Galeria Uffizzi, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Simoni Martini e Lippo Memmi: Detalhe da Anunciação com santo Ansano e santa Massima; os profetas Jeremias, Ezequiel, Isaias e Daniel. C. 1333.  Têmpera sobre madeira. Galeria Uffizzi, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Rafael Sanzio: Madona com Menino e São João – “Madona do Pintassilgo”. C. 1505-06.  Óleo sobre madeira. Galeria Uffizzi, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

De acordo com Mondrian, os seres humanos podem ambicionar uma unidade que equilibre forças opostas como masculino e feminino; imobilidade e dinamismo; espírito e matéria; de forma em que a própria moradia seria uma obra de arte em si, ideia compartilhada pela Bauhaus. Esta perfeita harmonia seria possível tanto para o homem como indivíduo como para a sociedade como um todo. Acreditava ter uma missão ética e espiritual, pois faria com que todos os aspectos da vida se harmonizassem com esses princípios. A pintura e a escultura seriam os meios, e não propriamente o fim, para a conclusão de um objeto final de caráter utilizável. O mundo utópico revolucionário necessitava voltar-se para a beleza da tecnologia e das formas simples, elementares, livres da ornamentação aristocrática de um passado tirânico, segundo os neoplasticistas. O funcionalismo aparece desta junção do conteúdo e da forma, uma estética tecnológica. O próprio nome Suprematismo deriva da supremacia do espírito sobre a matéria, a partir de Malevich, se integrando ao pensamento geral abstrato de Mondrian, propondo as formas supremas, criações do intelecto humano que o fazem organizar os elementos naturais através da tecnologia e da reflexão, apontando o quadrado como a forma perfeita, ausente na natureza, fruto do próprio pensamento humano.

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Mondrian: Composição com grade 8, composição xadrez com grades escuras, 1919. Óleo sobre tela. Coleção Gemeentemuseum Den Haag, Holanda. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

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Mondrian: Composição com grande plano vermelho, amarelo, preto, cinza e azul, 1921. Óleo sobre tela. Coleção Gemeentemuseum Den Haag, Holanda. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

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Mondrian: Composição com vermelho, 1939. Óleo sobre tela montado sobre madeira. Peggy Guggenhein Collection, Veneza. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

A cor alcança a independência do suporte convencional, da pintura de cavalete ou da pintura mural, e dialoga diretamente com o espaço, onde o individuo interage neste ambiente ocupado pela cor. Sucessivos planos se interceptam, podem ser modulados e alterados em suas posições. As cores primárias definem o caráter primordial, elementar da estrutura arquitetônica como um uno, eliminados os excessos e desvios. Segundo Dempsey: “(…) O efeito global do jogo de linhas, ângulos e cores na casa é o de morar em uma pintura de De Stijl” (DEMPSEY, 2003, p. 123). Essa relação entre Mondrian e Rietveld pode ser tomada como uma das principais influenciadoras do denominado “campo expandido” que a cor tomará na segunda metade do século XX, como se observa nos Penetráveis e Núcleos de Hélio Oiticica. Kenneth Frampton aponta a primeira experiência “real” da pintura para um objeto, e consequentemente a ampliação para o espaço arquitetônico:

O ano de 1917 foi também o da famosa cadeira vermelha e azul desenhada por Gerrit Rietveld. Essa simples peça de mobiliário, obviamente derivada, como tipo, da cadeira-cama articulada vitoriana, proporcionou a primeira oportunidade para uma projeção da recém-formada estética neoplástica em três dimensões “reais”. (FRAMPTOM. IN: STANGOS, 1994, p.106).

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Gerrit Rietveld. Cadeira vermelha e azul, 1923. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

 

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Gerrit Rietveld.  Schroeder House, 1924. Fonte: Wikipédia. Disponível em:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Gerrit_Rietveld.  Acesso em 12 set. 2017.

SAMSUNG CAMERA PICTURESGerrit Rietveld: Projeção isométrica da Casa Rietveld Schröder, c. 1950. Nanquim e guache sobre papel. Coleção Rietveld Schröderarchief/Centraal Museum, Utrecht, Holanda. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

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Gerrit Rietveld: Projeção isométrica da Casa Rietveld Schröder, c. 1950 (detalhe). Nanquim e guache sobre papel. Coleção Rietveld Schröderarchief/Centraal Museum, Utrecht, Holanda. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

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Mobiliário neoplasticista em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

Van Doesburg, partindo da projeção neoplástica da estruturação dos planos e cores, chega a afirmar a morte da pintura em seu ensaio Rumo a uma Construção Coletiva, justificando a desnecessidade da pintura, principalmente a de cavalete, já que agora os elementos constitutivos da pintura de vanguarda, como o plano e a cor, estão agregados ao espaço (a arquitetura) e os próprios edifícios já fornecem por si só as pesquisas estéticas e espaciais. Sua atitude o aproxima dos construtivistas, com um tom de anti-arte niilista das esquerdas socialistas e um direcionamento fechado em oposição às tendências expressionistas consideradas supersticiosas, místicas e individualistas. O rebuscamento e a expressão individual são renegados enquanto a propriedade de sintetismo, o baixo custo e a funcionalidade se erguem como a bandeira da causa. Mondrian e Van Doesburg entram em atrito após a operação do segundo em aplicar inclinações de 45 graus nas composições neoplasticistas, a fim de obter maior dinamismo plástico. Mondrian rejeita essa concepção de linhas diagonais, e pouco depois se afasta do grupo. Essa variação criada por Van Doesburg é chamada de “elementarismo”.

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Theo van Doesburg e Cornelis van Eesteren: Projeto para o saguão da Universidade de Amsterdã, 1923. Fac-simile: lápis e tinta guache sobre papel. Coleção NAI, Rotterdam. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

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Theo van Doesburg e Cornelis van Eesteren: Casa do artista, 1923. Maquete em acrílico. Coleção particular. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

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Theo van Doesburg e Cornelis van Eesteren: Casa do artista, 1923. Maquete em acrílico. Coleção particular. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

Baseado na lei da harmonia, Georges Vantongerloo desenvolve obras onde cada cor foi colocada em uma grade cujas áreas seriam definidas por cálculos matemáticos complexos e pelo uso de proporções de cores primárias. Ao se misturarem em um movimento giratório, como no disco de Newton, se transformariam em cinza neutro. Dessa forma, a pintura se apresentaria no domínio da cor, excluindo-se qualquer evidência de representação.

Georges Vantongerloo: Construção com volumetrias inter-relacionadas derivadas do quadrado inscrito e do quadrado circunscrito em um círculo, 1924. Cimento e verniz. Peggy Guggenhein Collection, Veneza. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

Em 1916, Mondrian se aproxima de Bart van der Leck, que compartilhava com ele a visão das cores primárias. Van der Leck começou a decompor suas figuras nas cores primárias mais o preto e o branco, sob a influência de Mondrian, chamando seus trabalhos de simplesmente “composições”. Vilmos Huszár, pintor e designer búlgaro, em 1918, parece ter introduzido ao De Stijl o Farbenfibel de Ostwald, argumentando que a geometria do design agora podia contar com uma “geometria da cor”. “Ostwald se tornou algo como uma figura cult no De Stijl”, comenta Gage[3].

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Jean Albert Gorin: Composição neoplástica, 1931. Tinta sobre madeira. Coleção Gemeentemuseum Den Haag, Holanda. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

A proposta de uso das cores primárias na arquitetura influenciou muitos arquitetos, como Cornelis van Eesteren e Herbert Bayer, incluindo uma participação efetiva de Van Doesburg no projeto de Cornelis para um shopping em Haia, que acrescentara as cores.

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Theo van Doesburg e Cornelis van Eesteren: Projeto para o saguão da Universidade de Amsterdã, 1923. Fac-simile (Tinta guache e lápis). Coleção NAI, Rotterdam. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

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Vilmos Huszár: Quarto de criança. Em exposição no CCBB-BH. Foto: Marcelo Albuquerque, 2016.

 

[1] GAGE, 1993, p. 257.

[2] GAGE, 1993, p. 248.

[3] GAGE, 1993, p. 248.