Apreciar e conhecer a arquitetura da Roma Antiga implica na distinção das diversas técnicas de construção dos romanos, em especial as relacionadas ao concreto pozolana. As técnicas podem ser usadas independentemente umas das outras, ou mescladas em um único edifício.

Na antiga Grécia, os templos eram construídos com blocos de pedras justapostas e encaixadas entre si, sem argamassa, com extrema precisão, devidamente pré-fabricados ou adaptados direto na construção, como ocorre no Parthenon. Podiam receber grampos de metal (cavilhas), chamados de “gatos, tecnologia que ficará na engenharia até os dias de hoje, comum nas cidades coloniais brasileiras, como Ouro Preto. Os gatos do Coliseu, por exemplo, foram retirados durante a Idade Média para serem reaproveitados para diversos fins, deixando lacunas e buracos visíveis na alvenaria (ver Coliseu). Em Roma, o uso do concreto e da alvenaria substitui em grande parte o uso de blocos de pedra.

Na Grécia, as colunas raramente são monolíticas, constituindo-se de tambores separados e encaixados com precisão. Após a montagem dos tambores, vinha o trabalho de acabamento das caneluras. Em Roma, boa parte das colunas em estilo grego eram construídas de alvenaria e concreto, sendo revestidas com estuque, de forma a imitar o mármore grego e suas caneluras, como vemos na imagem a seguir do grande peristilo da Casa do Fauno, em Pompeia.

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Peristilo da Casa do Fauno, em Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

No campo das tecnologias de construção, o concreto romano (opus caementicium[1]), conhecido como “pozolana”, permitia construções sólidas embaixo d’água, como pontes e grandes alicerces. Seu nome deriva-se de Pozzuoli, cidade perto de Nápoles, de onde se extraiam as cinzas vulcânicas do Vesúvio. Os gregos conheciam o concreto, mas apenas aplicavam em estruturas subterrâneas, eventualmente. A adoção do concreto pozolana data do século III ao II a.C. sendo um ponto de convergência na arquitetura romana, permitindo o desenvolvimento na concepção de grandes espaços e vãos, maiores alturas, monumentalidade e variações plásticas aplicadas às ordens arquitetônicas. Vitrúvio descreve sua receita em seu tratado de arquitetura, no Livro II. Era composta basicamente com cal hidratada, compostos de silício, alumínio, oxido de ferro e cinzas vulcânicas. Podia ter pedaços de tufa e cacos de cerâmica. Comparado aos concretos modernos, como o cimento Portland, o concreto pozolana requer menos energia para a cura.

A mistura era feita na própria obra, através de formas. O uso de formas e moldes formava a estrutura interna da parede, que depois recebia o acabamento externo mais nobre, geralmente, como pode ser observado nas grandiosas cúpulas romanas (ver O Panteão). A Ponte Emília ou Ponte Partida (Ponte Rotto) é a mais antiga ponte em arco construída em pedra e concreto em Roma, do século II. Ela atravessava o rio Tibre, ligando o Fórum Boário ao bairro de Trastevere (ver Aquedutos e pontes). Dentre os diversos tipos utilizados na Roma Antiga, destacam-se:

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Opus caementicium com revestimento de estuque decorado, nas abóbadas das termas de Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Opus caementicium: consiste na construção de espessas paredes de concreto e fragmentos de pedras e cerâmicas, base para as demais construções em concreto dos romanos. Em geral, a estrutura era revestida para acabamentos estéticos, com aplicação de estuques, pinturas, afrescos e mosaicos.

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Opus caementicium formando o núcleo da estrutura, revestida de opus reticulatum na parte superior e opus testaceum na inferior. Villa Adriana, Tivoli. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Opus incertum: consiste de revestimento ou núcleo de pedras de formas irregulares, sendo uma das mais antigas formas de construção. Costuma ser confundido com o opus caementicium por causa de sua aparência. De acordo com Cunha[2], na maioria das vezes os revestimentos são colocados de forma que a face lisa das pedras se sobressaiam, formando uma superfície plana, sem pontas quebradas aparentes. As obras mais rústicas podiam receber uma argamassa para cobrir as imperfeições.

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Opus incertum do criptopórtico do Templo de Vênus e Roma, em frente ao Coliseu, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Opus incertum do criptopórtico do complexo de Augusto no Palatino, com revestimento de opus testaceum. Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Opus incertum revestido com estuque imitando mármore, na Casa do Fauno, em Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Opus africanum: é uma forma de construção de alvenaria de pedra utilizado em Cartago e na arquitetura romana, caracterizada por grandes pedras verticais, preenchidas com blocos e pedaços horizontais menores argamassadas, completadas com pequenos pedaços de pedras.

 

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Opus africanum. Fonte: Wikipédia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Opus_africanum. Acesso em: 12 abr. 2017.

 

Opus reticulatum: comum na época imperial, consiste na construção em alvenaria com tijolos de tufa e barro, com a face exterior em forma de losango, formando um padrão diagonal, revestindo um interior mais espesso de opus caementicium. Recebeu este nome por se assemelhar a uma rede (reticulatum). Por oferecer um belo desenho, o opus reticulatum poderia não ser revestido com estuque ou reboco, ficando elegantemente exposto. Existe uma variação mais rústica e grosseira conhecida como opus quase-reticulatum, composto geralmente por tufa vulcânica, mas sem o acabamento harmonioso e com quinas grosseiras.

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Opus reticulatum na Villa Adriana, século II (detalhe). Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Opus reticulatum na Villa Adriana, século II (detalhe). Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Opus testaceum, testatium ou latericium: consiste de fiadas de tijolos (lateres) de cerâmica que revestem a parede com o interior de concreto (opus caementicium) que poderia ser ou não revestido com estuque ou reboco.

 

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Opus testaceum na Domus Augustana no Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Opus testaceum na Domus Augustana no Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Opus vittatum ou listatum: é constituído pela alternância de fiadas de tijolos de barro e pequenos blocos paralelepipédicos de tufa, com núcleo de opus caementicium. Em Pompeia, essa técnica foi utilizada nas reformas após o terremoto de 62 d.C., oferecendo um contraste interessante entre técnicas diversas.

 

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Opus vittatum em Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

Opus quadratum: comumente adotado na Grécia antiga, visto no processo conhecido como “anatirose”, consiste na sobreposição de blocos de forma paralelepipédica e uniformes, postos em linhas de superfícies contínuas. Seu uso era adotado junto ao concreto pozolana.

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Opus quadratum do podium do Templo de Saturno, no Fórum Romano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Museus Capitolinos: podium do Templo de Jupiter Optimus Maximus. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Os blocos podiam ser ligados uns aos outros por meio de pinos e grampos de metal (gatos), geralmente de ligas de chumbo derretido no formato escavado, o que assegurava melhor a estabilidade da alvenaria. Durante a Idade Média os blocos eram escavados na tentativa de extrair esses metais para reutilização, por isso vemos buracos em diversos monumentos de opus quadratum, como o Coliseu.

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Buracos medievais do Coliseu, em especial nos arcos e colunas com pontos de opus quadratum. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

ashlar (ou silhar) é uma forma de construção com blocos quadrados de pedra para efeitos decorativos do edifício como, por exemplo, blocos trapezoidais que convergem para o centro, como as chaves de arcos. Podiam ter um aspecto rústico (rusticação ou rusticismo), com polimento parcial, de forma a parecer uma pedra bruta e pouco trabalhada, conferindo maior robustez ao edifício. No Renascimento a rusticação será amplamente adotada por arquitetos como Brunelleschi e Michellozo. O Palazzo Rucellai (1446-1451), de Leon Battista Alberti, possui desenho da fachada com formas clássicas, aplicando o rusticação na alvenaria, coroado com uma imponente cornija. O embasamento baseia-se no opus reticulatum romano. É composto de três níveis, divididos por cornijas e por pilastras que sobrepõe as diferentes ordens clássicas; assim como o Teatro de Marcelo e o Coliseu, (o primeiro piso é dórico, o segundo jônico e o terceiro coríntio).  A medida em que a parede se eleva, a cantaria vai se tornando mais polida e bem-acabada, se afastando do rusticismo do primeiro nível.  As alturas das pilastras diminuem gradualmente de tamanho em direção aos andares superiores, criando uma sensação de monumentalidade. Assim como o Palazzo Rucellai, o Palazzo Medici-Ricardi (1444-64), de Michelozzo, possui três níveis sobrepostos com tratamentos diferentes, sendo o primeiro nível fortemente rusticado com janelas inseridas em arcos. O edifício estabelece um padrão cívico no uso dos elementos clássicos com fachadas imponentes.

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Michelozzo: Palazzo Medici-Ricardi, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

 

Opus mixtum ou opus compositum: eram aplicados sobre um núcleo de opus caementicium, misturando duas ou mais técnicas diferentes, como o opus reticulatum, opus testaceum e opus vittatum, sendo os últimos aplicados especialmente nos cantos e arestas.

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Opus mixtum em Pompeia (opus vittatum e quasi-reticulatum). Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Opus mixtum (opus testaceum, opus incertum e opus vittatum) na Vila dos Mistérios, em Pompeia. Percebe-se na cornija fragmentos de revestimento de estuque. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Opus mixtum em Pompeia. Na parte central, de formas triangulares, o opus quasi-reticulatum de tufa, no Odeon de Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Opus spicatum: é um tipo de revestimento de tijolos arranjados na forma de uma espinha de peixe, proporcionando um intertravamento da estrutura. As pedras se organizam com uma inclinação de 45 graus, alternando a direção de inclinação em cada linha. Esta técnica proporciona maior estabilidade à estrutura para resistir aos abalos sísmicos. Também foi utilizada como elemento ornamental de pavimentos, como se encontra no Mercado de Trajano (ver Mercado de Trajano).

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Piso dos Mercado de Trajano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

No início do Renascimento[3], Filippo Brunelleschi adotou esse tipo de alvenaria em parte da estrutura de sua icônica cúpula da basílica de Santa Maria del Fiore, catedral gótica que protagoniza o grande divisor de águas que marcará o início da era renascentista.

 Acesso e alvenaria da cúpula de Santa Maria del Fiore. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Basílica de Santa Maria del Fiore, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Depois de sua aprendizagem como um ourives e uma breve carreira como escultor, Brunelleschi dedicou-se à arquitetura, após perder o concurso das portas do Batistério para seu rival Lorenzo Ghiberti. Brunelleschi faz um longo estudo arquitetônico das ruinas de Roma e retorna à Florença para um novo concurso, para a construção da cúpula de Santa Maria del Fiore, enfrentando novamente seu rival Ghiberti. Brunelleschi privilegia, na arquitetura, uma pureza na linguagem romana de proporções monumentais, valorizando os arcos e colunas, como visto nas basílicas romanas, ritmos modulares correspondentes à números inteiros, seguindo proporções precisas para todo o edifício. Os elementos decorativos se afastam completamente das tradições do Trecento, retomando a linguagem latina em oposição ao bizantino e ao gótico.

 Escultura de Brunelleschi olhando para a sua cúpula da catedral, em frente a Santa Maria del Fiore. À direita, nave da basílica do San Lorenzo, de Brunelleschi, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Brunelleschi começou a estudar o problema da cúpula de Santa Maria del Fiore, desde o início do século XV. O tambor octogonal foi erguido entre 1410 e 1413, porém uma cúpula tão grande nunca tinha sido realizada com as tradicionais técnicas, com uso de andaimes e cimbramento de madeira, parecendo inviável sua conclusão. Em 1418, foi editado o famoso concurso público para resolver o problema do domo, de forma a detalhar as soluções para as costelas, o cimbramento, coberturas, materiais e as ferramentas necessárias. O domo é constituído de duas cúpulas, com passarelas e escadas na lacuna entre elas. A obra foi autossustentada por andaimes aéreos e cimbramento que não se apoiavam diretamente no piso da basílica, proposta que gerava muita desconfiança dos trabalhadores. A cúpula foi edificada em pedra, até os primeiros sete metros, e em seguida de tijolo, feitas com a técnica “espinha de peixe”, que funciona como uma espécie de anel em espiral autossustentada, intercalados com oito costelas brancas. A cúpula interior, menor e robusta, suporta o peso da parte exterior. A lanterna, já concebida com elementos clássicos em detrimento do gótico, torna-se um mirante, sendo possível visita-la como um dos principais pontos turísticos de Florença.

Opus craticium: foi descrita por Vitrúvio como uma técnica passível de grave risco de incêndio e pouco durável, devido à ampla utilização de pilares e vigas de madeira.  Existem belos exemplos nas escavações de Herculano e Pompeia. É uma técnica visualmente semelhante ao enxaimel, formada por quadros de madeira preenchidos de opus incertum.

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Casa das treliças, ou Casa do Opus Craticium, em Herculano, reconstrução do edifício original. Fonte: Wikipédia. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/Opus_craticum. Acesso em: 12 abr. 2017.

Opus sectile: é uma técnica de ornamentação refinada em mármores nobres, cortando-os em pequenas partes, formando mosaicos, podendo chegar a dissecar a pedra em folhas muito finas, com grande precisão. Esta técnica chega a Roma por influencias helenísticas, especialmente as orientais. Com o tempo, os romanos desenvolveram sofisticadas formas baseadas na natureza, iconografias religiosas e cenas cotidianas, revestindo ambientes inteiros.

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Opus sectile, da época de Nero, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Opus sectile, da época de Nero, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Amostras de mármores utilizados como revestimentos de Roma, de diversas partes do território romano, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Amostras de mármores utilizados como revestimentos de Roma, de diversas partes do território romano, do acervo do Museu do Palatino, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Rústico revestimento de pedras em um thermopolium de Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

A técnica será utilizada no Oriente e se estenderá nas basílicas bizantinas, tanto ocidentais como orientais. A família de arquitetos e artesãos italianos Cosmati, entre os séculos XII e XIII, distribuídas em quatro gerações, construíram preciosos mosaicos, herdeiros das técnicas bizantinas, especialmente na Itália central e na Sicília, sendo conhecidos como “estilo Cosmatesco”.

Mosaico Cosmatesco, da basílica de Santa Maria in Trastevere, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Mosaico Cosmatesco, da basílica de Santa Maria Maggiore, Roma. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

A técnica do opus sectile foi adotada na Florença[4] do Alto Renascimento, promovida no século XVI pela família Médici, podendo ser apreciada na magnífica Capela Medici, de planta octogonal, revestida com preciosos mármores e coroada com uma cúpula de segunda grandeza após a de Brunelleschi. A Capela integra o complexo da basílica de San Lorenzo, abrigando túmulos concebidos por Michelangelo, na Sacristia Nova, além da majestosa Biblioteca Medicea Laurenziana. Flores, paisagens, brasões e figuras foram realizadas com esta técnica, com o uso de pequenas pedras semipreciosas coloridas, como madrepérolas, lápis-lazúli e corais, montadas de forma a se obter efeitos primorosos.

Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Detalhes de opus sectile, da Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Detalhes de opus sectile, da Capela Medici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Detalhes de opus sectile, da Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Detalhes da Capela Médici, Florença. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

[1] Opus: do latim, obra.

[2] CUNHA, 2009, p. 494.

[3] A primeira fase renascentista está focada na cidade de Florença, que oferece a possibilidade de estudos superiores em círculos acadêmicos não associados à Igreja ou instituições tradicionais, mas financiadas pelos ricos banqueiros, como a família Médici.  As artes plásticas e a arquitetura formulam regras de perspectiva linear, reorganizando a representação espacial.  A redescoberta de modelos antigos, tanto em arquitetura, pintura e escultura se baseiam nos princípios de harmonia, proporção e simetria, refletindo a dimensão harmônica do homem na sua relação com a natureza e com a criação divina, bem representada no Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, um reestudo das proporções conhecidas e aplicadas desde a Grécia Clássica e transmitida por Vitrúvio. A pintura do Renascimento modela-se com a influência da arte de Flandres no início do século XV, dos pintores flamengos, que introduzem um renovado naturalismo na arte e a técnica da pintura a óleo sobre tela, além da introdução dos retratos nos ambientes privados, de forma a enaltecer a figura cívica dos retratados, como veremos mais adiante.

[4] Está sediada em Florença o Opificio delle Pietre Dure, instituição de educação e pesquisa do governo, com atividades do campo da restauração e manutenção de obras de arte ligadas à essas técnicas aqui descritas.