Por Marcelo Albuquerque

As termas e banhos romanos eram edifícios públicos, interligados aos sistemas de saneamento, cuja função era fornecer banhos, mas que possibilitavam um ambiente de socialização, atividades físicas, relaxamento e entretenimento. Em Roma e em outras cidades menores, se tornaram verdadeiros monumentos destinados para a plebe, enquanto os mais suntuosos eram destinados aos patrícios. As termas eram frequentadas por todas as classes sociais, inclusive os mais pobres, com acesso gratuito. As atividades dos homens e mulheres ocorriam em espaços separados, pois as pessoas, frequentemente, utilizavam os espaços de banho completamente nus.

A Favourite Custom 1909 by Sir Lawrence Alma-Tadema 1836-1912

Lawrence Alma-Tadema. O costume favorito. 1909. Fonte: Wikipédia. Disponível em: https://it.wikipedia.org/wiki/Lawrence_Alma-Tadema. Acesso em: 12 set. 2016.

Na era imperial, as termas se espalham como grandes obras públicas, acompanhando o desenvolvimento das técnicas de aquecimento das águas.  O aquecimento era realizado pelas fornalhas subterrâneas que aqueciam o ar, que era distribuído pelos hipocaustos, ou seja, espaços e vãos situados abaixo do piso de pedra dos ambientes a serem aquecidos. As termas possuíam três temperaturas de água:

Frigidarium: tanques de águas frias, geralmente circulares, cobertas em geral por uma cúpula.

Tepidarium: entre frigidarium e Caldarium, com águas de temperatura morna e moderada.

Caldarium: tanques de águas quentes.

Tepidarium das Termas de Pompeia e detalhe dos atlantes em estuques. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Em torno destas áreas principais, existiam espaços auxiliares, como o natatio, utilizadas como piscinas, geralmente compondo parte do frigidarium; o apodyterium, ou seja, vestiários e quartos longos com compartimentos para guardar os bens dos usuários, geralmente sob a guarda de um escravo para apoio e para evitar roubos; e o sudatorium (sauna), uma sala de limpeza e ginásio. Dentro das termas e banhos mais luxuosos, como as Termas de Trajano, Caracala e Diocleciano, encontravam-se pequenos teatros, fontes, obras de arte (mosaicos, estátuas e pinturas), bibliotecas e lojas comerciais.

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Fragmento de hipocausto em Pompeia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Os romanos se lavavam com pedras-pomes, pastas de cinzas ligeiramente abrasivas, argila e azeite. Após a higiene, os usuários utilizavam os espaços dedicados para massagens com cremes e óleos perfumados.

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Lawrence Alma-Tadema. O frigidário. Óleo sobre tela, 45.1 × 59.7 cm, 1890. Fonte: Wikipédia. Disponível em: https://it.wikipedia.org/wiki/Lawrence_Alma-Tadema. Acesso em: 12 set. 2016.