Por Marcelo Albuquerque

As Termas de Diocleciano são as maiores da Roma Antiga, iniciadas em 298 pelo imperador Augusto Maximiliano, nomeado pelo imperador César Diocleciano, no contexto da tetrarquia romana (ver Tetrarquia), sendo inaugurado em 306. Atualmente se situa na Praça da República, Piazza dei Cinquecento e na Via XX Settembre, abrigando parte do complexo do Museu Nacional Romano e da Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires. Os banhos atendiam as regiões populosas das colinas do Quirinal, Viminal e Esquilino. O complexo é muito semelhante às Termas de Caracala, que por sua vez foi inspirada nas Termas de Trajano.

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Termas de Diocleciano vista da Praça da República. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Maquete das Termas de Diocleciano e a Praça da República, de formato semicircular, de cor branca. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Praça da República. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Para a sua construção, foram demolidas diversas casas e edifícios da região, sendo que algumas foram escavadas na Praça da República durante a ampliação do metrô. Fellini, no filme Roma, de 1972, apresenta, de forma majestosa, sua visão do encontro dos arqueólogos com afrescos antigos, durante as escavações do metrô, como podemos ver no link a seguir:

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Cortile (palestra) do Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

O edifício é de alvenaria de tijolos e concreto pozolana, e era revestido com finos mármores e pedras. O edifício resistiu aos saques dos vândalos e godos, funcionando até aproximadamente 537, quando os godos cortam os sistemas de aquedutos de Roma, como aconteceu nas Termas de Caracala. Mas o destino reservou ao edifício um fim semelhante aos demais edifícios da Roma Antiga: serviu como pedreira de materiais nobres de construção para ser reutilizado em outros edifícios, além de ser ocupado para fins privados. Na década de 1580, o papa Sisto V promove uma destruição parcial das ruínas para a construção de sua casa de campo no Esquilino. Outras demolições serão realizadas para a abertura da Piazza dei Cinquecento e Praça da República, quando, no século XX, começam obras de restauração e consolidação das antigas estruturas.

Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Abóbadas de arestas de concreto romano pozolana do Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Restos de acabamentos do natatio do Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Ruínas do tanque do lado da Via E. de Nicola no Museu dos Banhos das Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Em 1560 o tepidarium foi transformado na basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires. O Papa Pio IV encarregou Michelangelo para reformar a antiga capela da basílica e construir o mosteiro em anexo. A igreja foi modificada por Vanvitelli em 1749, abrindo a entrada pelo caldarium. Nos séculos seguintes o edifício atendeu a vários usos civis, como prisão, hospital, hospício, correios e colégio. O convento foi desapropriado no final do século XIX, convertendo-se em parte do Museu Nacional Romano.

Entrada e interiores de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires. Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Santa Maria dos Anjos e dos Mártires. Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Museu Nacional Romano. Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Museu Nacional Romano. Termas de Diocleciano. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Por fim, vejamos esta animação em computação gráfica que apresenta o esplendor das Termas de Diocleciano: