Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia

Por Marcelo Albuquerque

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O Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia é o mais importante museu da civilização etrusca, que inclui não somente objetos etruscos, mas também objetos da Magna Grécia, devido ao intenso comércio e influencia que os helênicos tiveram sobre os etruscos. O museu nasceu em 1889 por iniciativa de Felice Barnabei (1842-1922), arqueólogo e político italiano, com base em um programa de explorações arqueológicas.

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Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Villa Giulia foi construída pelo Papa Júlio III, nos anos de seu pontificado entre 1550 e 1555. É um exemplo admirável de uma villa suburbana renascentista. Como na Antiguidade, o edifício residencial de tamanho relativamente modesto, era inseparável do jardim concebido arquitetonicamente, com terraços ligados por escadas majestosas e fontes adornadas com esculturas mitológicas. A Villa é articulada em uma série de três pátios que se desenvolvem em profundidade.

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Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

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Maquete de Villa Giulia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

A ornamentação contou com a presença dos maiores artistas da época: o pintor, arquiteto e historiador da arte Giorgio Vasari, o arquiteto Jacopo Barozzi da Vignola e o escultor florentino e arquiteto Bartolomeo Ammannati, Peter Venale de Imola e Taddeo Zuccari. A decoração é composta com afrescos parcialmente preservados, como vistos no pórtico semicircular.

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 Afrescos do pórtico semicircular de Villa Giulia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Um elemento de encanto característico da Villa é o nymphaeum, uma fonte ricamente decorada, que segundo website[1] oficial da Villa, manifesta o primeiro “teatro das águas” de Roma.

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Ninfeu de Villa Giulia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

Em 1912, como parte de uma nova área urbana circundante, o edifício foi concluído, a partir do início de uma longa nova ala ao lado do edifício histórico, sendo acrescentado uma segunda ala simetricamente disposta, concluída em 1923. No jardim, podemos observar a reconstrução em tamanho natural do templo etrusco-Itálico de Alatri. A estrutura foi construída entre 1889 e 1890, com base nos restos de um edifício sagrado, datado dos séculos III e II a.C. O templo é constituído de uma cella com pronaos na fachada frontal. Parte dos ricos fragmentos de decoração de terracota adornavam o entablamento e os beirais da empena (frontão). A proposta de reconstrução constitui, para o museu, um dos mais antigos testes ao ar livre de um complexo arqueológico.

Templo Etrusco de Villa Giulia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

As coleções do museu compõe-se de uma série de materiais encontrados na Etrúria, Úmbria e no Lazio, principalmente.  Os grandes trabalhos de escavação realizados na primeira metade do século XX, em especial em Veios e Cerveteri, mudaram significativamente a aparência do museu, acentuando a caracterização etrusca. Para o viajante que vai à Roma, é fundamental uma visita a este museu.

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Vistas internas de Villa Giulia. Foto: Marcelo Albuquerque, 2015.

[1] Museo Nazionale Etrusco de Villa Giullia. Disponível em: http://www.villagiulia.beniculturali.it/. Acesso em: 10 jan. 2017.